Segundo a ONU, há fortes evidências de que a participação feminina em esportes pode ajudar a quebrar estereótipos de gênero, melhorar a autoestima das mulheres e contribuir para o desenvolvimento de habilidades de liderança.
“Acredite em mim: a recompensa não é tão boa se não tiver o esforço – Wilma Rudolph”
Muitos países desenvolvidos vêm incentivando a prática de esportes, por parte das mulheres, como forma de amplificar suas vozes e 
Através da prática de esporte, as mulheres desafiam a percepção equivocada de que são fracas ou incapazes, possibilitando que demonstrem, não somente a força física, mas também a liderança e o pensamento estratégico. Coincidentemente, foi justamente a partir do esporte que surgiu a luta pelos direitos civis femininos, tendo como uma de suas pioneiras a atleta Wilma Rudolph.
Nascida prematura, negra, pobre, 20ª filha do seu pai e adquirindo paralisia infantil aos 4 anos de idade, Rudolph trouxe uma atenção sem precedentes para as mulheres, ao conquistar uma medalha de bronze no revezamento 4x100m, nos Jogos Olímpicos de Melbourne de 1956. Em 1960, em Roma, foi vencedora de 3 medalhas de ouro, passando a inspirar gerações de mulheres atletas, especialmente as que enfrentaram barreiras pesadas para atingirem seus sonhos.
A atleta foi uma das pioneiras na luta pelos direitos de negros e de mulheres e é até hoje lembrada pela coragem e determinação, sendo o dia 23 de junho o “Wilma Rudolph Day” no estado de Tennesse.
Hoje as mulheres têm muito mais visibilidade nos esportes do que em qualquer outro momento na história. Entretanto, ainda existe muita discriminação para com elas, seja como atletas ou como espectadoras. Isso inclui a cobertura da mídia esportiva e os patrocínios.
A atenção da mídia ao esporte feminino, em geral, é extremamente baixa em comparação com a dos homens. Basta assistir qualquer programa esportivo na TV para notar que a quantidade de matérias sobre as mulheres é muita baixa. Além disso, ainda que várias ligas esportivas já venham praticando a igualdade de prêmios, homens continuam ganhando prêmios superiores aos femininos em 30% dos esportes.
O ano de 2016 terá uma chance única de virar um ponto de inflexão para o empoderamento feminino. Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro terão como um dos temas chave a igualdade dos gêneros. Adicionalmente, foi promulgada a lei 13.272/2016, que institui o ano de 2016 como o Ano do Empoderamento da Mulher na Política e no Esporte, abrindo um caminho sem precedentes para o fortalecimento dos direitos femininos no país.
No Brasil, um programa conjunto da ONU Mulheres e do COI tem como alvo adolescentes e procura defender mensagens de igualdade,não-discriminação, não-violência e a capacitação de meninas
Destina-se a promover a autoestima, a apoiar as decisões positivas e saudáveis, e a ajudar a prevenir a violência baseada no gênero. O programa também envolve meninos e meninas com idades entre 12-17, visando desafiar os estereótipos negativos de gênero, estabelecendo uma mudança positiva.
É importante a utilização de megaeventos esportivos para espalhar mensagens que suportam o empoderamento feminino, além das de um mundo livre da pobreza e da violência. Como esses eventos podem captar a atenção de bilhões de pessoas, eles têm o potencial para deixar significativos legados sociais e econômicos. Também podem contribuir para os valores universais de igualdade e não-discriminação, educando as pessoas e desafiando os estereótipos.
A igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres são essenciais para o desenvolvimento sustentável do mundo. E é justamente isso que as Olímpiadas Rio 2016 pretendem promover. Estamos na esperança que o esporte seja a força capaz de empoderar todas as pessoas, principalmente as mulheres, gerando, assim, um planeta sustentável para as próximas gerações.


Há fortes evidências de que a participação feminina em esportes pode ajudar a quebrar estereótipos de gênero, melhorar a autoestima das mulheres e contribuir para o desenvolvimento de habilidades de liderança.